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segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

.quanto vale uma coroa.

Bom dia, meu povo!

Como de costume, hoje eu ia escrever na minha mesa sobre Bossa Nova [ que eu amo ], mas lendo a revista Veja desta semana resolvi trazer para a discussão o Samba, ou melhor, o Carnaval.


Mas o tópico que eu queria abordar aqui, hoje, são as Rainhas de Bateria.

Já que temos acesso ao blog de vários locais do mundo, acho que vale o esclarecimento do que significa ser uma Rainha de Bateria no carnaval. Rainha de Bateria [ e suas derivadas: madrinha, musa, e princesa] é uma espécie de cargo figurativo onde pessoas da comunidade ou por vezes artistas famosas são escolhidas para desfilar à frente da bateria da escola de samba.



A figura das rainhas de bateria surgiu na década de 1970, quando a famosa mulata Adele Fátima, veio à frente da bateria da Mocidade Independente, fato inédito, até então, mas se popularizou na década de 80 com a modelo carioca e pioneira Monique Evans, que em 1985, foi a primeira “famosa” a assumir o posto de rainha de bateria.

A modelo Gracyanne Barbosa, dançarina profissional, já desfilou à frente da bateria de várias escolas de samba. Ela sabe sambar e exibe um corpo, no mínimo, bem preparado para suportar todo o desfile na avenida. Como diz a Veja, 'tem méritos que, sob a lógica da folia, a credenciariam ao posto em qualquer escola.'

Mesmo assim, o marido, o cantor Belo, precisou ir à quadra da Unidos da Tijuca no ano passado para fazer uma oferta ao presidente: se a Gracyanne se tornasse a Rainha de Bateria neste carnaval, o marido, em troca, faria 4 shows na quadra da escola de samba.

E adivinhem? Negócio fechado! E lá se foi o posto da Adriane Galisteu que era a Rainha de Bateria da escola há 6 anos.


É época de negociações no mundo do Carnaval: agora as escolas querem lucrar negociando o trono. 'Depois do império das modelos esculturais, do reinado das celebridades globais e do domínio das popozudas, a Sapucaí deste ano será das musas 'filantrópicas'. Aff!

O presidente da Mocidade Independente de Padre Miguel foi bem claro ao dizer: 'Aqui, para ser Rainha de Bateria, tem que pagar!' Mais especificamente com 300.000 reais, segundo a Veja. E a 'eleita' da escola para este ano é a atriz Antonia Fontenelle [ mulher de um dos Diretores da Globo ]. Conforme o Presidente da Escola: 'ela não é muito bonita e nem sabe sambar direito, mas tem caráter'.

É lastimável! Tudo bem que seria muito lindo que uma Rainha de Bateria tivesse beleza, samba no pé e caráter. Mas se anda muito difícil encontrar tudo isso junto, não dá para escolher, no mínimo, o samba no pé? Uma pessoa que precisa pagar para se tornar a eleita, não posso afirmar se tem ou não caráter, mas posso dizer que, no mínimo, tem dinheiro. E sendo feia e não sabendo sambar, dá para afirmar que tem também muita coragem!

Como disse a 'destronada Adriana Bombom': Na minha época, as rainhas tinham de saber sambar. Hoje basta pagar. Não precisa nem arrastar o chinelo.'

Na minha época de espectadora também, Bombom!

4 comentários:

  1. O que falar da Luiza Brunet, rainha de bateria há dezessete anos?

    Charme e carisma na avenida?

    Seria a Imperatriz Leopoldinense uma das únicas escolas a não se render ao faturamento?

    “Eu acho que essa condição de eu ter virado uma referência no carnaval, isso contribuiu para que eu permanecesse no cargo por bastante tempo. Todo mundo quer me ver desfilando, as pessoas gostam de ver a minha fantasia, é sempre uma curiosidade. Além disso, é importante estar fora de escândalos, acho que isso me tornou uma mulher de elegância no carnaval”, disse ela.

    http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/carnaval/2012/noticia/2011/12/rainha-luiza-brunet-festeja-17-anos-de-imperatriz-no-novo-sambodromo.html

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  2. Mesmo sabendo que o custo para manter uma escola de samba é alto, mesmo as escolas tendo incentivo do governo de aproximadamente R$ 700.000,00 (as grandes), e que não cobrem nem a metade da despesa, não concordo com a cobrança exagerada, o samba está deixando o posto de popular para elitizado, me preocupa também o que veremos nos próximos anos, socialites e gente fútil, com muito dinheiro e sem noção de ridículo.

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  3. cara, gente com muita grana e sem noção de ridículo é o que mais tem... no carnaval então, nem se fala.

    Ter samba no pé é detalhe no mercado carnavalesco.

    Lembrei agora, assisti no O Jornal Hoje, uma reportagem de sobre uma morena gordinha que vai sair de musa de uma escola de samba, se não me engano, a Salgueiro(ando brigado com o JORGE, tenho evitado as consultas, por isso não lembro ao certo a escola de samba, mas acho que é a Salgueiro), detalhe: com muito samba no pé, sem grana e fora dos padrões... é, o mundo (carnavalesco) não está totalmente perdido =)

    Em tempo: a pomba do "Belo" (não o guarda, o cantor), perdeu a noção de beleza, o Belo (beleza) não está nas curvas esculturais e sim na malemolência das mulatas.

    Olha eu (o entendido) falando de carnaval!!! hauhauhauahahu

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  4. Não sei falar muito sobre carnaval. Mas lendo os comentários me lembrei da música dos Paralamas do sucesso:
    "Oh mundo tão desigual, tudo é tão desigual ôh, ôh, ôh
    De um lado este carnaval, de outro a fome total ôh, ôh, ôh"
    E por falar em carnaval... alguma dica de onde eu possa desfilar com a minha comissão de frente? ehehehehhehehe

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