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domingo, 27 de outubro de 2013

.de volta para o futuro.

Como assim? Voltar para uma coisa que não chegou...
De volta a pensar no futuro. O Vicente vai fazer 4 anos em dezembro e eu e a Milena já estamos pensando lá na frente. Colocar ele na pré-escola de um colégio é fazer isso. Ele vai acostumando com a rotina escolar, responsabilidades e tudo que vai acompanhar ele até a fase adulta. Vai dar certo? Não sabemos, mas vamos tentar deixa ele apto para trilhar o caminho dele.
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Isso pra fazer falar do futebol. Os títulos vêm com trabalho e planejamento.
O Grêmio deve estar preparando para ganhar um grande título em 2014, tem que acrescentar qualidade ao time. Precisa de dois meias, um lateral direito e mais um zagueiro. O ataque não dá para desprezar Kleber e Barcos, mas falta um atacante também.
O Inter tem um problema sério, apenas 2 jogadores terminam o contrato no fim do ano. Uma limpa é necessária no co-irmão, mas creio que não vai ter limpa nenhuma. Nada foi feito na virada do ano passado e não sei se será feito agora. O Inter está refém de um grupo envelhecido e desgastado.
Devemos estar sempre voltando para o futuro, para projetar e apostar.
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A DUPLA:
GRE: jogou hoje com a cabeça na quarta, tomou uma sacola. Tá bem prioridade é ganhar um título.
NAL: esperando chegar 2014, revendo os ciclos, refazendo o grupo de jogadores... será?

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A trilha do filme... bem boa:

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

.sem filtro.

 
Quando eu era pequeno só existiam duas raças de cães (que eu me lembre), Pequinês e Dobermann. O Pequinês tinha um latido agudo, chato e irritante, já o Dobermann era um latido potente, grave e feroz. 
 
Logo depois de começar a estudar no Colégio Metodista União - Uruguaiana, em 1987, comecei a voltar para casa a pé, pois já estava com 12 anos de idade (era outro tempo, menos violência... hoje não arrisco deixar meu filho com a mesma idade voltar da escola sozinho), descobri, assim, que era possível fazer vários trajetos. A cada dia um caminho diferente. Até que se esgotou o leque e possibilidades. Eram ao todo 23 maneiras de chegar em casa percorrendo a mesma distancia e utilizando o mesmo espaço de tempo. Mas apenas duas ruas finalizavam os 23 caminhos, Av. Presidente Vargas e Rua Feliciano Ribeiro.
  
No último quarteirão da Av. Presidente Vargas, à direita, havia uma casa com muro e portão altos que impossibilitavam enxergar o lado de dentro. Atrás desta “muralha” soava um latido grave e feroz. Um latido daqueles que arrepia até a alma. Para evitar uma tragédia, dessas que acontecem quando se está desprevenido e alguma coisa muito assustadora te impulsiona para um estado fisiológico completamente constrangedor, eu atravessava a rua.

Num belo dia, ao chegar perto da casa do enorme cão, percebi, olhando de relancina, antes de atravessar a rua, que o portão estava aberto. Ora, se o portão estava aberto o enorme cão deveria estar preso, ou no pátio dos fundos. Voltei na direção da casa... por curiosidade. Já imaginando o terrível e enorme cão preso pela coleira destroçando uma paleta de ovelha. Bravamente passei pela frente olhando para dentro. Uma bela casa, mas nada do cusco.

Assim que saí do limite da abertura do portão escutei o latido feroz e o barulho das unhas do animal correndo em minha direção pela calçada de cimento, por onde deveria, certamente, entrar carros. Sem pensar duas vezes e nem olhar para trás, corri. Corri como nunca em toda a minha vida e como nunca mais irei correr. Só que o cusco era mais rápido do que eu.

O cachorro, assim como eu em relação a ele, estava com gana de conhecer quem passava dia sim e dia não pela frente do portão.

Corremos os dois, um quarteirão inteiro. Eu até podia sentir o calor do bafo das fuças próximo as minhas pernas. Até que por um descuido, deixei a cair a mochila. Neste momento olhei para trás para marcar e identificar o local para um possível retorno em busca do meu material, caso conseguisse escapar vivo. Foi aí que, pela primeira vez, depois de mais de dois anos eu conheci o feroz e tenebroso cachorro.

Quase não acreditei no que vi. Era um pequinês! PQP!
Cachorro desgraçado!

Parei de correr, ele percebeu que eu havia perdido o medo, parou também. Ficamos parados por cinco segundos, nos olhando, um de frente pro outro, até pensei em ir pra cima do nanico, mas o medo que ele me submeteu durante dois anos foi tanto, que ainda o respeitava, não havia mais medo, apenas respeito. Até que ele deu uma esbaforida, “deu de ombros” e foi embora a “trote”, vitorioso.

 
(...)
 
Tudo isso para dizer que:

1ª) Não tenha medo do desconhecido.
2ª) A estrada é comprida e andar vale a pena.
3ª) Nada é tão assustador que não possa ser enfrentado.
4ª) A vida não se resume em 23 caminhos... A cada mudança de percurso, novos caminhos surgirão.

(...)
 
Siga em frente com a alma forte e o coração sereno.
 
(...)
Há braços!
 
 
 


domingo, 20 de outubro de 2013

.significado de respaldo.


RESPALDO:
s.m. Ação ou efeito de respaldar. / O encosto das cadeiras, espaldar. / Encosto de qualquer assento. / Banqueta detrás do altar. / Bras. Fam. Apoio.


Vendo o GREnal, vejo dois técnicos que têm o respaldo das suas direções. Ambos assumiram o cargo depois de maus resultados dos técnicos anteriores (Luxa e Dunga) que perderam esse apoio devido aos resultados ruins.

O que tem de importante em sermos respaldados no que fazemos?

Com apoio podemos arriscar e colocar todo potencial e fazermos o melhor no nosso trabalho, casamento e em qualquer que seja o setor da vida.

Toda relação humana para dar certo tem que ter respaldo. Seja do chefe ou do chefiado. Respaldo é cumplicidade e confiança entre as pessoas.
Precisamos de respaldo para mudarmos de vida, mudarmos o esquema tático, trocar aquele jogador ou trocar de trabalho, enfim somos seres sociáveis e precisamos do apoio de quem nos rodeia.

Quando os trabalhos precisam de criatividade o respaldo é fundamental, afinal criar não é reproduzir.
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O GREnal:
Bom jogo, 2x2 justo.
Creio que foi um jogo parelho, ninguém foi melhor do que ninguém. Os dois times tiveram chances pra ganhar.
Agora é focar na Copa do Brasil quarta-feira.

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Não gosto do horário, mas o verão tá chegando... finalmente!!!



sexta-feira, 18 de outubro de 2013

.o que você vai ser quando crescer?


Muitas vezes esqueci de me fazer esta pergunta. 
Devia ter feito uma tatuagem pra lembrar disso diariamente. 

Levar a vida no estilo Zeca Pagodinho (deixa a vida me levar, vida leva eu...) não dá. Uma hora você dá uma parada e percebe que não gostou do destino final. 

Mas até que ponto este destino é final? Até que ponto é inviável mudar o rumo? Trilhar um novo caminho mirando em um objetivo diferente?

Seguidamente publico por aqui textos sobre mudanças... e analisando um pouco, dá pra ver que eu não desejo motivar a mudança nos leitores do VZQ. Na real eu desejo motivar a mudança em mim... na minha vida.

Não que o destino 'final' seja de ruim... mas poderia ser melhor, né?

E pra complementar o raciocínio, segue um ótimo vídeo sobre o assunto:



Um abraço e uma ótima sexta-feira!

terça-feira, 15 de outubro de 2013

.duas saudades.



duas saudades se encontram no meio da estrada
e se perguntam, quais serão os seus caminhos...

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

.amizades modernas.


Prestes a completar 100 mil acessos no vezenquando pub, eu escolhi (re)postar hoje um dos textos do blog que mais me 'tocam': amizades modernas, do nosso amigo vezenquandista Pablo.

Esse post resume bem o que nos une neste espaço virtual e a importância da nossa amizade!

Curte aí! :)

Com o avanço tecnológico as coisas vão mudando, as pessoas vão mudando e tudo  muda muito rapidamente. Nossos conceitos também!

Eu sou do tempo que não existia e-mail. Que internet era coisa de outro mundo (ou outros países). E quando inventaram o ICQ, todo mundo ficou maravilhado.... lembro que fiquei tri feliz quando aprendi a criar e usar uma conta de e-mail. E ficava mais feliz ainda quando recebia uma mensagem de alguém.

Agora tudo avançou muito rapidamente. Hoje temos celulares com câmeras de alta resolução e que acessam a internet e podem compartilhar tudo que registramos.. tudo isso enquanto você pega um ônibus ou está trancado em um engarrafamento.

Mas nesse mundo moderno em que vivemos existem muitas contradições.
Ideias como: redes de amizades, compartilhamento de informações, redes sociais, globalização, encurtamento de distâncias... convivem tranquilamente com o egocentrismo das pessoas, a crescente violência, hipocrisia das autoridades, desigualdades sociais e coisas do gênero. As pessoas estão cada vez mais egoístas, ignorantes (em todos os sentidos)... se matam por brigas no trânsito, só pensam em tirar vantagens sobre os outros... enfim, um caos.
Sobre todas as coisas que mudaram nos últimos tempos, esses dias parei para pensar especialmente sobre uma delas: as amizades.

Não sei se isso ocorre somente comigo, mas hoje tenho dificuldade de fazer amizades sólidas. Não me refiro aos “conhecidos”, porque isso ainda é fácil, mas me refiro às amizades como antigamente... aquelas pessoas que a gente pode contar em todos os momentos, bons e ruins. Achei que a internet fosse facilitar.. mas hoje penso que não facilitou nem dificultou.. apenas modificou... as relações mudaram.

Tenho amigos do passado que mantenho uma proximidade até hoje. Pessoas que conheço desde os tempos de Lobinho (do grupo escoteiro), e que ainda falo semanalmente. Tenho amigos que moram no exterior e que, se não fossem os meios virtuais, eu não teria como manter contato frequente.
Entretanto, no dia-a-dia, nas empresas, nos círculos sociais, parece que as amizades são muito superficiais.. parece que fica difícil adquirir confiança...

Mas daí surgem algumas pessoas que, através de um simples blog, criam vínculos absurdamente sólidos. Pessoas que você nem conhece pessoalmente, mas que são capazes te entender plenamente. Pessoas que estão distantes, mas enxergam nossas lágrimas e percebem o momento de nos consolar. Pessoas que nos fazem sorrir mesmo em momentos difíceis e que nos deixam preocupados no caso de eventuais desaparecimentos. São pessoas que talvez nunca tenham a dimensão dos efeitos que causam em nossas vidas, mas que são realmente importantes.
Como "somos responsáveis pelo que cativamos", não devemos tratar com descrédito essas amizades virtuais... elas são tanto ou mais importantes do que as outras.

domingo, 13 de outubro de 2013

.sempre com a corda esticada.

Vivendo sem margem para erros. Para viver dessa forma temos que ser infalíveis, assim tentamos sempre ter as coisas sob controle. Lutamos para manter o status quo das situações e não arriscamos nenhum milímetro. Simplesmente queremos apenas ter as coisas do jeito que elas estão.

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Para que trocar de emprego se esse paga minhas contas?
Para que arranjar um namorado(a) se minha vida é boa do jeito que está?
Para que largar o companheiro(a) se as coisas no fundinho dão um pouco certo?

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Falta de ambição.
O medo das novidades, do desconhecido, dos erros acaba trancando qualquer mudança e assim não conseguimos saber se a vida poderia ser melhor do que é.
Em contra partida a ambição permeia nossos pensamentos e a vida se torna uma luta entre:
Querer mais do se tem e não perder o que se conquistou.

Só que as vezes temos que “jogar nossa vaca no precipício” (já foi falado na mesa 3, 21 de março de 2012).
É complicado, mas o ideal é não esquentar a cabeça e trabalhar para as coisas andarem.

Tudo isso para dizer que o medo que o Grêmio tem de perder tira a vontade de ganhar.

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A DUPLA:
GRE: provou ser um time limitado, que quando teve a chance de se aproximar do Cruzeiro não desempenhou. Foco na Copa do Brasil e no ano que vem o Renato vai ter o time que ele desejar!
NAL: Só esperando acabar o ano e anunciar o Abel pro ano que vem, muitos ciclos de jogadores acabaram. Esperar 2014 e fazer um time todo novo.

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Lulu.. JA É... gosto muito!


quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Lista de planos




Planejar é ver o que você sonha em fazer na sua vida aqui e agora.
Você já parou para pensar no que gostaria de fazer, na escola, no trabalho, em sua vida pessoal? É claro que a vida é imprevisível e muitas vezes nos pega de surpresa e temos que mudar o plano.
Colocar no papel nossos planos de vida faz com que eles se tornem mais mais realistas e você acredite neles.
Importante escrever o que você quer, fazer uma lista. É simples: basta escrever todos os seus sonhos. Eles podem ser mudados depois mas escreva o que sente e quer agora!
Simples assim, como fez Kat...

Diário, hoje eu fiz uma LISTA DE PLANOS.
1- Cuidar do Apolo
2- Fazer exercício
3- Estudar mais matemática
4- Cuidar do meu corpo
5- Fazer mais amigas na escola
6- O Pedro morreu para mim, ele já era.
7- Ver o Lucas esse ano de 2005
8- Mostrar para aquelas metidas que eu sou capaz
9- Economizar dinheiro pra chegar a 1000 reais no banco.
10- Crescer bastante.

Saiba mais sobre a história da Kat no livro Pequeno Segredo: http://bit.ly/GC7gfN

.eu faria.


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eu faria tudo de novo 
diferente, eu faria 
tudo 
novo
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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

.o mocito que se foi.


 

Uma ponte e dois mundos
Muitos chamam de liberdade
É superficial, mas dói profundo.
Sempre é cedo... não importa a idade.
 
O mocito que se foi
Deixa aqui o seu legado
Passo agora pros meus filhos
O que a mim já foi passado

Ah! Mocito
           Saudade imposta pela ausência
           Eu sei, é mais que natural.

Nos meus tempos de menino
No faz de contas da infância
Éramos fortes, éramos unidos.
Seus defeitos sem relevância

Agora em sonhos eu te encontro
Pra matar essa saudade
É superficial, mas dói profundo.
Sempre é cedo... não importa a idade.
 
Ah! Mocito
             Saudade imposta pela ausência
            Eu sei, é mais que natural.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

.resiliência.



"A peleja é longa e, no fim, é só você contra você mesmo."


Lembrei dessa frase hoje. Uma frase tão simples e ao mesmo tempo tão profunda. O post poderia terminar aqui. A frase em si já diz tudo. Mas aí eu lembrei de um texto que eu postei aqui em 2011 que traduz o significado dessa frase... e resolvi (re)postar.

Se eu tivesse que escolher apenas uma coisa para desejar para todo mundo... eu desejaria 'resiliência'. 
Resiliência é um conceito psicológico emprestado da Física, que se traduz na habilidade de lidar e superar as adversidades, transformando experiências negativas em aprendizado e oportunidade de mudança. Ou seja, “dar a volta por cima”.
Eu desejo que tudo dê certo na sua vida, mas se algo der errado, que você tenha forças o suficiente para continuar a caminhada de cabeça erguida sabendo que tudo é apenas uma fase.
Eu desejo que todos os seus sonhos se realizem, mas se, por ventura, algo não acontecer conforme o planejado, você consiga dar a volta por cima e refazer o trajeto atrás do mesmo objetivo.
Eu desejo que todas as pessoas reconheçam o seu valor, mas caso alguém aponte apenas os seus defeitos, você não esqueça das suas qualidades.
Eu desejo a você sucesso pessoal e profissional, mas caso haja uma mudança na rota, você tenha otimismo e um investimento contínuo de esperança e confiança de que é capaz de alcançar aquilo que almeja.

Em todos os dias da sua vida, eu desejo a você muita resiliência, porque no fim, é só você contra você mesmo! ;)

domingo, 6 de outubro de 2013

.a arte da procrastinação.

Significado de Procrastinar segundo o Aurélio: v.t. e v.i. Adiar, espaçar, delongar. / Usar de delongas.

Um mal do mundo contemporâneo é a procrastinação. Vilã das nossas vidas nos obriga a fazer daqui a pouco o que deveríamos fazer agora e depois nos faz virar noites pro trabalho ficar em dia.
No mundo de hoje temos uma quantidade excessiva de atividades, uma agenda cheia de compromissos e somos levados a tomar decisões imediatas. Todas essas informações, exigências, carências criaram uma sociedade sem direção que não tem prioridades e que adia suas maiores responsabilidades para cumprir seus papéis de estar bem no grupo.
Procrastinar é o verbo mais apropriado para a geração atual. Na verdade, sempre fomos procrastinadores, mas nunca estivemos como agora.

O mau hábito de deixar para amanhã o que tem que ser feito hoje pode nos levar a ter sentimento de culpa, desajuste, depressão e baixa autoestima. Pode causar ainda, preocupação, irritabilidade, sensação de fracasso, expectativa ruim, mal-estar e angústia. As consequências desse mau hábito podem ser danosas, como o insucesso profissional e a frustração na vida pessoal, por causa das perdas de oportunidades financeiras e afetivas.
      Embora a procrastinação possa ser vista como uma forma de preguiça, ela surge por razões variadas, incluindo: frustração, fuga de experiências negativas, falta de capacitação, medo de comentários e avaliações de terceiros, hostilidade à tarefa ou à pessoa que a solicitou, pessimismo, depressão, passividade ou acomodação, medo de rejeição, baixa tolerância às frustrações, sentimento de injustiça, sobrecarga de responsabilidade e pressão.
      O medo de enfrentar determinadas situações também pode fazer com que a pessoa adie tarefas ou decisões, às vezes decisivas para a vida dessas pessoas.
 O problema com a procrastinação é que ela se auto-alimenta. Quanto mais adiamos algo, mais resistentes ficamos. Até que adiar deixa de ser uma opção e somos obrigados a correr atrás do prejuízo.


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Tudo isso para dizer que o Inter demorou para demitir o Dunga e agora tem que correr atrás para não ter o pior ano do século 21.

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Eu sou tenho o mal hábito da procrastinação! Tenho que me livrar disso...

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A DUPLA:
GRE: tudo bem no lado azul... preparar o time pra Libertadores em 2014.
NAL: esperar terminar o ano e ver se o Abel aceitar vir ainda em 2013.

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Muito além dos Outdoors...

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

O caminho de volta

Das poucas coisas significativas que li esse ano no Facebook.

O caminho de volta 



Já estou voltando. Só tenho 37 anos e já estou fazendo o caminho de volta. Até o ano passado eu ainda estava indo. Indo morar no apartamento mais alto do prédio mais alto do bairro mais nobre. Indo comprar o carro do ano, a bolsa de marca, a roupa da moda.

Claro que para isso, durante o caminho de ida, eu fazia hora extra, fazia serão, fazia dos fins de semana eternas segundas-feiras. Até que um dia, meu filho quase chamou a babá de mãe!

Mas, com quase quarenta, eu estava chegando lá. Onde mesmo? No que ninguém conseguiu responder, eu imaginei que quando chegasse lá ia ter uma placa com a palavra "fim". Antes dela, avistei a placa de "retorno" e nela mesmo dei meia volta.

Comprei uma casa no campo (maneira chique de falar, mas ela é no meio do mato mesmo). É longe que só a gota serena. Longe do prédio mais alto, do bairro mais chique, do carro mais novo, da hora extra, da babá quase mãe.

Agora tenho menos dinheiro e mais filho. Menos marca e mais tempo. E não é que meus pais (que quando eu morava no bairro nobre me visitaram quatro vezes em quatro anos), agora vêm pra cá todo fim de semana? E meu filho anda de bicicleta, eu rego as plantas e meu marido descobriu que gosta de cozinhar (principalmente quando os ingredientes vêm da horta que ele mesmo plantou).

Por aqui, quando chove, a Internet não chega. Fico torcendo que chova, porque é quando meu filho, espontaneamente (por falta do que fazer mesmo) abre um livro e, pasmem, lê. E no que alguém diz "a internet voltou!" já é tarde demais porque o livro já está melhor que o Facebook, o Twitter e o Orkut juntos.

Aqui se chama "aldeia" e tal qual uma aldeia indígena, vira e mexe eu faço a dança da chuva, o chá com a planta, a rede de cama. No São João, assamos milho na fogueira. Aos domingos, converso com os vizinhos. Nas segundas, vou trabalhar, contando as horas para voltar.

Aí eu me lembro da placa "retorno" e acho que nela deveria ter um subtítulo que diz assim: "retorno – última chance de você salvar sua vida!" Você provavelmente ainda está indo. Não é culpa sua. É culpa do comercial que disse: "Compre um e leve dois". Nós, da banda de cá, esperamos sua visita. Porque sim, mais dia menos dia, você também vai querer fazer o caminho de volta.

Téta Barbosa é jornalista, publicitária e mora no Recife.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

.prenda minha.

 
Sim, a vida é feita de escolhas... influenciadas pela nossa essência. Mas nem sempre o que escolhemos é o melhor pra gente.

(...)