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terça-feira, 25 de novembro de 2014

terça-feira, 18 de novembro de 2014

As três palavras mágicas

Nestas 4 décadas de vida já conheci muitas pessoas.
Algumas serviram de modelo a ser seguido, outras ... bem melhor deixar assim!
E sabe o que eu descobri?
Que o importante não é aparecer, mas se fazer distinguir.
Elegância é usar três palavras mágicas: com licença, desculpa e obrigado.
Só quem utiliza estas 3 palavrinhas consegue perceber o incrível poder que possuem de desarmar os espíritos mais rudes e facilitar as relações.
Para minha sorte cruzei mais vezes com pessoas elegantes!
E você. Já usou uma palavra mágica hoje?
Beijo especial para a pessoa mais elegante que conheço: Minha Comadre, Carla Netto.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Moleskine

Mesa 8 cheia de emoção!
Que bom poder retomar o rumo da prosa neste espaço que semeia tantos encontros felizes.
É uma honra estar aqui com vocês compartilhando um pouco, do "tantão" de coisas boas que a vida  me apresenta.
Fiz nos últimos tempos uma incursão no tema [AMOR] e hoje quero dizer que por causa DELE estou aqui.
Que o amor por este blog e pelas pessoas que frequentam este Pub, permaneçam alimentando as mentes dos nossos leitores.
Agora pense na mesa 8 como um moleskine que você encontrou em uma mesa de bar. A cada terça-feira você encontrará um trecho de algum livro, música, roteiro de filme, e afins para ler e refletir.
E a primeira página vem com Diana Corso e Clarice Lispector:

Amar é combater o desencontro a cada dia. (Diana Corso)

Pensava que, somando as compreensões, eu amava. Não sabia que somando as incompreensões é que se ama verdadeiramente.

Um beijo cheio de amor em cada mesa e em cada leitor do Vezenquando!

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

5 coisas que podemos aprender com o Vinicius de Moraes

Essas dicas são do Ricardo Coiro. Não tinha como não disponibilizar aqui nesta mesa esse post maravilhoso sobre Ele.

Assim como diz o Ricardo, "quando me pedem para citar alguém que realmente viveu intensamente, eu sempre digo o mesmíssimo nome: Vinicius de Moraes. E nunca me arrependo. Sinto-me incapaz de pensar em outro ser que – como o “poetinha” – mergulhou tão profundamente na poesia da existência e nas emoções indivisíveis do cotidiano humano".



1. “QUE NÃO SEJA IMORTAL, POSTO QUE É CHAMA, MAS QUE SEJA INFINITO ENQUANTO DURE”, TRECHO DO SONETO DE FIDELIDADE

O trecho final do Soneto de Fidelidade é uma das coisas mais lindas que já li, e fique sabendo que eu já li muita coisa boa por aí. A cada releitura, mais sentido e emoção eu vejo nele. Por quê? Porque depois de alguns amores desfeitos – e corações deixados para trás -, eu finalmente entendi que ansiar pela eternidade dos laços é uma grande besteira, uma expectativa desnecessária que só nos leva ao sofrimento e à sensação de tempo desperdiçado. Depois que percebi que as relações amorosas podem ser maravilhosas, mesmo quando não duram para sempre, tudo ficou mais lindo e cheio de sentido. Os meus namoros passaram a rimar mais, mesmo depois dos pontos finais. Eu parei de tentar estender, à força e a todo custo, aquilo que já perdeu o sal e a pimenta. E parei de maldizer – apenas por ter terminado – aquilo que já findou. Parei de dizer “não deu certo” e comecei a dizer “deu certo enquanto durou”, mesmo que tenha durado apenas uma semana. Ou um dia, sei lá. Estão me entendendo? Essa coisa de “até que a morte os separe” é uma senhora idiotice. Um relacionamento de sucesso, definitivamente, não é aquele que dura para sempre, e sim o que é intenso – e memorável – enquanto dura.




2. “PORQUE A VIDA SÓ SE DÁ PRA QUEM SE DEU”, TRECHO DE COMO DIZIA O POETA

Parece óbvio, né? Porém, acredite se quiser, para muitos não é. E se você é do tipo que quer, de verdade, tudo aquilo que a vida é capaz de lhe dar, saiba que você precisa se entregar – de corpo, alma e coração – primeiro. Porque enquanto você, por medo de não dar certo ou de um possível sofrimento, doar-se pela metade, não se livrar do morno e continuar a mergulhar raso em tudo, certamente não terá nada além de sentimentos meia-boca, e não encontrará razões para mínimas poesias. Se você quer sentir, de fato, as maravilhas que só uma emoção pode prover, esqueça essa coisa de forçar o seu coração a permanecer gelado. E se entregue à vida. Mergulhe. Atire-se. Pule em direção ao desconhecido. Pode ser que dê tudo errado e que você sofra depois, mas é a única forma de se manter aberta – e disponível – às melhores coisas que a vida tem para nos oferecer.




3. “PORQUE O PERDÃO TAMBÉM CANSA DE PERDOAR”, TRECHO DE REGRA TRÊS

Ele já perdoou você três vezes. Ou quatro? E você continua a magoá-lo, como se o estoque de perdão dele fosse infindável. Cuidado! Porque, como bem disse o Vinicius: “o perdão também cansa de perdoar”. Não abuse da boa vontade do perdão. O último perdão que você ganhou, talvez, tenha sido o último. Pense nisso se você realmente gosta da pessoa. Por maior que seja o amor que ele sente por você, pode ser que ele não aguente mais um pisão sobre o coração.




4. “PARA VIVER UM GRANDE AMOR (…) É SEMPRE NECESSÁRIO TER EM VISTA, UM CRÉDITO DE ROSAS NO FLORISTA”, TRECHO DE PARA VIVER UM GRANDE AMOR

Flores ou não, a grande verdade é que – em qualquer relação – as surpresas sempre caem bem. Aliás, bem melhor do que as rosas, em minha opinião, são aquelas surpresas com o potencial de demonstrar o quanto você prestou atenção nos mínimos detalhes da pessoa.




5. A MÚSICA COTIDIANO Nº 2, INTEIRA

Até tentei escolher um pedaço da música para exemplificar o que eu quero falar a respeito dela. Mas não consegui. Você precisará ouvi-la do começo ao fim, e garanto que não será sacrifício algum. É uma das músicas que eu mais gosto. Sabe por quê? Pois é uma linda homenagem às coisas simples e, a meu ver, as mais bonitas da vida. Um sonoro brinde àquelas miudezas fantásticas que estamos deixando de lado, para nunca mais, enquanto nos perdemos dentro de telas touch que dão acesso a universos paralelos, sem cheiro de chuva, dama-da-noite ou café recém-feito.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

.noite da palavra.





 
 
Noite da Palavra marca os dez anos do Barraco Multiespaço
 
No próximo sábado, 25 de outubro, o evento Noite da Palavra marca o início das comemorações de dez anos do Barraco Multiespaço. Performances cênicas, música e literatura, compõem as atrações da noite. Apesar do nome, as ações iniciam as 17h para contemplar todos os públicos. A intenção é valorizar a palavra como base das expressões, além da integração das artes através do experimentalismo.
 
Na ocasião, a escritora Valeria Surreaux lança seus segundo título, o livro “Expressão da Terra” e o músico e compositor Sérgio Rojas convida Nicolle Ferrer para um pocket show. Também estão previstas intervenções variadas de gastronomia, audiovisual, trocas de livros, leituras, dança contemporânea, recitais, varal expondo textos de diversos autores e algumas surpresas, todas ligadas a palavra e suas variáveis.
 
O Barraco Multiespaço atua há quase dez anos na área da cultura, com produção audiovisual, fotografia, design e moda e promovendo ações artísticas em suas mais variadas formas. Seus dez anos serão comemorados em abril de 2015, até lá, estão previstos diversos eventos para difundir as produções do espaço. A Noite da Palavra é aberta ao público. O Barraco Multiespaço fica na Rua Laurindo, 332, Bairro Santana.


 SERVIÇO
 O QUE: Noite da Palavra
 COMO: Aberto ao público, entrada franca.
 QUANDO: Sábado, 25 de outubro, a partir das 17h
 ONDE: Barraco Multiespaço, Rua Laurindo, 332, Bairro Santana – PT Porto Alegre
 Mais informações com a Coordenadora do evento, Bárbara Barbosa: 51 7815 04 53




(...)

Há braço!

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

.dia do poeta.

E hoje é o Dia do Poeta!

Sobre o poeta Vinicius de Moraes escreveu Carlos Drummond de Andrade: 

“Vinicius é o único poeta brasileiro que ousou viver sob o signo da paixão. Quer dizer, da poesia em estado natural. Eu queria ter sido Vinicius de Moraes”.

Eu também!!! \o/

Fala aí, Vinicius!



Soneto de separação

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.
De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.
De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.
Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

.permitir o sentimento.


Hoje pela manhã, assim que entrei no carro liguei o rádio. Propagando política. Levei a mão até o porta luvas e as cegas peguei um CD..
 
...Gildo de Freitas.
 
Fui arremetido, subitamente a Uruguaiana, mais precisamente para o sofá da sala de casa onde ficava o aparelho de som. Era lá que meu pai escutava seus discos... de olhos fechados.
 
Sentimentos existem para serem sentidos. Já no primeiro acorde de gaita meus olhos se encheram de lágrimas. Depois disso chorei sorrindo.
 
As lembranças que tenho chegam de repente, em determinadas situações... Assim como esta do CD do Gildo. Inevitável.
 
A saudade constante, guardada dentro de mim sai do silencio. É como se eu não tivesse chorado a morte do meu pai. É como se ele tivesse partido naquele momento.
 
Sentir-se triste é um belo começo para ser feliz.
 
(...)

Nossa vida é uma estrada com diversos corredor
Tem muitas encruzilhadas na picadinha do amor
Tem trecho duro, bem firme outros com atolador,
Cada um tem sua estrada seja do jeito que for.
 
Na estrada da minha vida tive muitas decadências
Muito atrapalho na estrada, mas nunca usei violência
Fui carregando a mochila com calma, jeito e paciência
Quanto mais brava a estrada mais eu mostrei resistência.
 
Na velha estrada da vida hoje eu descanso um pouquinho
Encontrei uma viajante que ia pro mesmo caminho,
Ela foi, me convidou, pra nós viajar juntinho,
Daquela data em diante não viajei mais sozinho.
 
Eu hoje tou numa estrada só de amores e carinho,
Nós fizemos uma empreitada, mas vamos devagarinho;
Porém a nossa empreitada foi de abrir cinco caminhos
Hoje são mais cinco estradas pros nossos cincos filhinhos.
 
Eu na estrada da vida, eu sou desta opinião,
Isso é o conselho que serve para qualquer cidadão
Principalmente pra esses moços, velhos, solteirão
Todo homem sem mulher é um viajar sem condução.
                                                  ESTRADA DA VIDA
                                                  Gildo de Freitas

(...)
 
Há braço!


quarta-feira, 8 de outubro de 2014

.fé cega e pé atrás.


Variações sobre um mesmo tema
Farinha do mesmo saco
O sujo criticando o mal lavado

(...)

De dois em dois anos nós temos a renovação que merecemos ter... acreditamos, desacreditados nas mudanças que virão. Uma vez ou outra saímos às ruas na tentativa de “acordar o gigante adormecido”. Percebemos seu sono profundo quando... tarde demais.

(...)

É sempre a mesma história
Sempre os mesmos erros
Promessas não cumpridas
Mas somos masoquistas
Temos o que merecemos ter.
 
 
(...)

  
 
 
Há braço!

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

.amores e distância.

Recebi este texto da Cris, da mesa 8, e resolvi compartilhar aqui na minha mesa. É um texto lindo da Ruth Manus e saiu daqui.


Amores e distância

Era uma vez uma pessoa. E era uma vez outra pessoa. E era uma vez um amor. E como se já não bastassem todas as complicações inerentes ao amor, este vinha com um bônus: quilômetros.

Quilômetros de distância que estavam lá por alguma razão. Trabalho, estudo, família, raízes, origens, destino, sorte ou azar. Quilômetros estes pelos quais circulavam diariamente as tradicionais e inevitáveis saudades, as inegáveis angústias, a latente ansiedade e a eterna sensação de ser um pouco injustiçado pela vida.

Era uma vez essa história clássica, espalhada pelo mundo como vírus, mas que é sempre nova e fresca e que vive em milhares ou milhões de peitos com essa avassaladora capacidade de causar transtornos e alegrias na mesma medida.

Seriam “amor” e “distância” palavras incompatíveis por natureza? Ou seriam daquelas palavras que se atraem como imãs na sede de criar histórias dignas de roteiros de cinema, atravessando oceanos, desafiando o tempo e todas as probabilidades?

Seria uma espécie de teste? Uma prova para atestar o quão dispostos estamos a nos dar? Seria provação? Uma avaliação para tentar demonstrar nosso grau de interesse pelo amor?

Sei que, por vezes, parece piada de mau gosto do destino. Quando, por exemplo, nos flagramos invejando um casal que está tendo o luxo de passear de mãos dadas. Quando esticamos o braço na cama durante a noite e tudo o que encontramos é espaço vazio. Quando descobrimos que o olfato também sente saudades, como se todo o resto já não fosse suficiente.

E os palcos para as mais belas cenas de amor deixam de ser o entardecer na praia ou a tarde chuvosa no campo para serem um saguão de aeroporto às 7 da manhã de uma terça-feira, uma rodoviária lotada no fim do dia ou uma estação de trem cheia de rostos desconhecidos e completamente alheios à sua história.

E você então descobre pequenas dores em atos que sequer fazia ideia de que existiam: acariciar rostos em fotos; passar perfume para falar no Skype; adormecer com o celular na mão, tentando vencer o sono e a distância e acabar sucumbindo a ambos; fazer da vida uma contagem regressiva, sem se lembrar que cada dia vencido é um dia a menos de vida.

Descobre novos surtos e neuroses, nos quais a frase “vou tomar uma cerveja” é lida como “vou tomar 14 cervejas, 8 whiskys e 5 doses de tequila com 18 mulheres de 1,80m, cabelos sedosos e seios fartos”. Ou a frase “vou sair para jantar” é lida como “vou sair para jantar de cinta-liga, salto 15 e seguir diretamente para uma bunga bunga do Berlusconi”. Acontece. Não é fácil não pirar.

E acaba descobrindo também algumas novas alegrias: as promoções de passagens, o súbito momento em que o sinal do 3G é bom o bastante para aguentar 7 minutos de Viber, o prazer de acordar com uma notificação querida de whatsapp. É uma verdadeira arte de buscar ânimo em pequenas coisas.

Mas a verdade é que não é fácil. É bem mais difícil do que matar um leão por dia. Porque a saudade a gente não tem como matar. A falta a gente não tem como suprir. A ausência a gente não consegue aceitar sem uma certa relutância.

Mas é realmente incrível nossa capacidade de adaptação. O esforço do cérebro para tornar as lembranças um pouco sensoriais: a memória do toque, do cheiro, do gosto. O dia a dia que vai se ajeitando. O coração que se acalma um pouco, mas que continua batendo forte a cada pequena lembrança.

Tem dias em que a gente se questiona. Faz mesmo sentido? Até quando? Até onde vamos? Tem dias de “e se…”. E se não der certo? E se for perda de tempo? E se a gente não der conta?

Mas, no fim, a verdade é que, se é amor mesmo, a gente sabe que vale a pena. Cada passo, cada suspiro, cada quilômetro encarado. E a gente sabe que não tem saída: viver o romance impossível é mil vezes melhor que não viver o romance. E que, no fundo, essa ânsia dolorida faz com que a gente se sinta extremamente vivo a cada dia.

E amar no conforto, no sólido, no concreto é sempre lindo. Mas amar no desafio, no sacrifício diário, na corda bamba é gigante. É para os fortes. Os corajosos. Os dispostos. Os que declaram, seguros, para a vida:


“Vim para amar.
E vou amar.
Não importa como, eu vou.
E não me ofereça um amor mais fácil.
É esse que eu quero.
Esse é o meu.
Não tem outro.”.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

.a incrível geração das mulheres que bebem cerveja.

Nesses últimos dias temos ouvido falar a incrível geração de mulheres chatas, da geração de mulheres que são tudo o que os homens não querem, um blá blá blá pra cá, um mimimi pra lá, e eu só queria lembrar vocês da incrível geração de mulheres que bebem cerveja. Até porque acho um papo bem mais legal.

A incrível geração de mulheres que bebem cerveja está sem muitas preocupações de criar rótulos e estereótipos se são o tipo de mulher que os homens querem ou não, se estão sozinhas porque são chatas ou não. Aliás, estudos botequísticos apontam que a incrível geração de mulheres que bebem cerveja tende a ser menos chata.


As mulheres que bebem cerveja frequentam os botecos

Falam palavrão mas mesmo assim não deixam de ser educadas. Elas também passam mais tempo na sessão de bebidas do mercado do que na de produtos de limpeza. Algumas dessas mulheres têm ou pretendem encontrar um dia um companheiro que beba com elas, leve-a no bar, traga sua cerveja favorita. Mas isso não é seu objetivo de vida, porque se não tiver um macho para fazer isso com elas, elas farão igual, sozinha ou com as amigas.

E nessa incrível geração de mulheres que bebem cerveja, tem uma parcela de mulheres que merecem meu mais absoluto respeito e admiração: são as sommeliers, as mestras cervejeiras, as chefs que sabem combinar delícias gastronômicas com bebidas, as empreendedoras de cervejarias, mulheres que levam essa história de cerveja a sério, e muitas vezes ganham a vida com isso.

A geração de mulheres que bebem cerveja não tem tempo pro recalque

Nem pro sofrimento, para auto vitimização. Elas estão preocupadas em onde vai ser o happy hour, qual a promoção de cerveja que está rolando, qual loja encontrar aquela artesanal que tanto ama com o menor preço ou que destino das férias poderá lhe proporcionar boas experiências etílico-gastronômicas.

E o mais importante: elas não estão fazendo isso para sobressair em relação aos homens, para se equiparar, para se aparecer, ou qualquer outro rótulo que possa surgir. A incrível geração de mulheres que bebem cerveja faz isso porque gosta, porque quer, porque aprecia. É por elas mesmo, não por ninguém. Encontrar alguém legal para acompanhar isso tudo e acrescentar, é só uma coisa legal, que pode ou não acontecer, dependendo do desejo de cada uma dessas incríveis mulheres tão diferentes e tão maravilhosas.

Finalizando

Na boa? Ficar discutindo se a “geração” é um tipo que os homens querem ou não, se você é chata, se está solteira por opção ou está encalhada mesmo, é muito complicado. Afinal de contas nós, mulheres e homens, somos serzinhos bem complexos, e cada um viveu e vive uma experiência diferente da outra, pensa e sente coisas diferentes, tem medos, anseios, aspirações bem diferentes, e querer generalizar isso, me soa um pouco tolo.

Então, antes que esse assunto fique um pouco mais chato, deixa eu ali abrir minha cerveja que tá gelada já! Me acompanha?


[ papo de bar ]
Saiu daqui.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

.cuidemos deste agora.

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Pessoas vão embora de todas as formas: vão embora da nossa vida, do nosso coração, do nosso abraço, da nossa amizade, da nossa admiração, do nosso país. E, muitas a quem dedicamos um profundo amor, morrem. E continuam imortais dentro da gente. A vida segue: doendo, rasgando, enchendo de saudade... Depois nos dá aceitação, ameniza a falta trazendo apenas a lembrança que não machuca mais: uma frase engraçada, uma filosofia de vida, um jeito tão característico, aquela peculiaridade da pessoa.

Mas pessoas vão embora. As coisas acabam. Relações se esvaem, paixonites escorrem pelo ralo, adeuses começam a fazer sentido. E se a gente sente com estas idas e também vindas, é porque estamos vivos.

Cuidemos deste agora. Muitos já se foram para nos ensinar que a vida é só um bocado de momento que pode durar cem anos ou cinco minutos. E não importa quanto tempo você teve para amar alguém, mas o amor que você investiu durante aquele tempo. 


Marla de Queiroz

[ saiu daqui ]

segunda-feira, 14 de abril de 2014

.te desejo.

"Desejo primeiro que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.
Desejo, pois, que não seja assim,
Mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconseqüentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.
E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo depois que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos,
Quando não restar mais nada,
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram muito e irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerância,
Você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais,
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
É preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo por sinal que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra ,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo ainda que você afague um gato,
Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga "Isso é meu",
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele e por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo por fim que você sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que sendo mulher,
Tenha um bom homem
E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Não tenho mais nada a te desejar."

[ Victor Hugo ]

quarta-feira, 9 de abril de 2014

.doe sangue. .salve vidas.


Sexta feira em Bagé recebi um e-mail com a solicitação de doadores de sangue tipo A. bem o meu “número”... assim que cheguei a capital fui em direção ao serviço de hemoterapia. Cheguei lá e apresentei o meu tipo sanguíneo, o mesmo tipo que a pessoa internada estava precisando, fiz o teste para saber se eu poderia se doador de plaquetas(?) e para a minha surpresa e desinformação, não apresento veias de calibre adequado para doação de plaquetas!

(...)

Quero alertar o quanto é importante e necessário que existam mais e mais doadores... claro, o sangue que eu doei serviu para o receptor, mas se minhas veias fossem do calibre adequado, eu teria ajudado ainda mais essa pessoa.

(...)

Podemos fazer mais! Podemos salvar vidas! Podemos vir a precisar de alguém para nos salvar...
 

(...)


 
Condições básicas para doar sangue
* Sentir-se bem, com saúde;
* Apresentar documento com foto, válido em todo território nacional;
* Ter entre 18 e 65 anos de idade;
* Ter peso acima de 50Kg;
* Os intervalos para doação são de 60 dias para homens e de 90 dias para mulheres.
Recomendações para o dia da doação
* Nunca vá doar sangue em jejum;
* Faça um repouso mínimo de 6 horas na noite anterior a doação;
* Não ingerir bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores;
* Evitar fumar por pelo menos 2 horas antes da doação;
* Evitar alimentos gordurosos nas 3 horas antecedentes a doação;
Quem não pode doar
* Quem tem anemia;
* Quem teve diagnóstico de hepatite após os 10 anos de idade;
* Mulheres grávidas ou amamentando;
* Pessoas que estão expostas a doenças transmissíveis pelo sangue como AIDS, hepatite, sífilis e doença de chagas;
* Usuários de drogas;
* Aqueles que tiveram relação sexual com parceiro desconhecido ou eventual, sem uso de preservativos.
 
Onde doar em Porto Alegre

Banco de Sangue do Hospital Mãe de Deus
Rua José de Alencar, 286 - 3° Andar
(51) 3230-2309 - (51) 3230-2000

Banco de Sangue da Santa Casa
Rua Professor Annes Dias, 295
(51) 3214-8025 - (51) 3214-8585

Banco de Sangue Hospital Moinhos de Vento
Rua Ramiro Barcelos, 910
(51) 3314-3860

Banco de Sangue do Hospital de Clínicas de Porto Alegre
Rua São Manoel, 543 - 2° Andar
(51) 3359-8504

Banco de Sangue do Hospital de Pronto Socorro - HPS
Largo Teodoro Herzl, Térreo
(51) 3289-7656 - (51) 3289-7657

Banco de Sangue do Hospital Nossa Senhora da Conceição
Avenida Francisco Trein, 596 - 2° Andar
(51) 3357-2139

Hemocentro do Estado do Rio Grande do Sul (HEMORGS)
Avenida Bento Gonçalves, 3722
(51) 3336-6755

Laboratório Marques Pereira
Rua Vasco da Gama, 84
(51) 3311-0016
(...)
 
 
Há braço!

segunda-feira, 7 de abril de 2014

.abra sua agenda aos imprevistos.

Um amigo cego meu pensa muitas vezes em seu interior, quando vai dormir: “Talvez, quando eu levantar amanhã, eu possa enxergar”. Até hoje, ele continua cego. Mas este sonho não se apaga em seu coração.

Como seria bom se todos nós sonhássemos sempre o mesmo! Querer acordar e ver tudo com clareza, porque não enxergamos tão bem quanto gostaríamos. A fé, no que parece impossível, continua viva quando cuidamos da chama do coração.

Alguém disse: “Se, por algum instante, Deus me desse um pedaço de vida, eu aproveitaria esse tempo o máximo possível. Daria valor às coisas, não pelo que valem, mas pelo que significam. Dormiria pouco, sonharia mais, porque entendo que, em cada minuto em que fechamos os olhos, perdemos sessenta segundos de luz. Eu andaria enquanto os outros se detêm, despertaria enquanto os outros dormem”. É o desejo de viver avida plenamente, sem sombras, sem escuridão. Uma vida com sentido e cheia de luz.

Um dia desses, uma pessoa comentava quão importante é viver aceitando que muitas coisas acontecem de repente. É verdade. Os milagres ocorrem quando não os esperamos. Vamos por um caminho, acreditamos que o correto é o que estamos fazendo, e de repente acontece algo que muda tudo.

Uma morte, uma doença, um imprevisto. Um acidente, um acontecimento alegre, uma surpresa inesperada. Um sorriso, um “te amo” que muda tudo, um abraço que nos rompe por dentro. Uma palavra de carinho ou de desprezo que nos comove. Um “adeus”, um “até logo”. Um silêncio que nos faz compreender. Uma viagem, uma resposta não pedida, uma pergunta lançada ao ar. Um “olá”, um “nunca é tarde”.

Às vezes, temos a agenda tão cheia, tão marcada, que suprimimos os possíveis “de repente” da nossa vida, tentando evitar que eles compliquem a nossa existência. Nós os evitamos, os censuramos, os escondemos. Não queremos que nada aconteça “de repente”.

Queremos estar tranquilos, com tudo sob controle. Mas isso não é possível. As coisas continuarão acontecendo em nossa vida quando menos esperarmos.

Se fôssemos mais flexíveis, esses “de repente” não seriam tão incômodos. Nós nos adaptaríamos facilmente às mudanças e as veríamos como novos caminhos que Deus abre para nós. Se colocássemos nossa agenda nas mãos de Deus, talvez as mudanças não nos complicariam tanto a vida.

Para isso, temos de desenvolver um dom especial, essa capacidade de descobrir Deus em tudo, essa ingenuidade das crianças que sabem aproveitar a vida no presente, aqui e agora. Sem olhar o passado com nostalgia ou culpa. Sem esperar o futuro com medo e desconfiança.

Esses “de repente” podem transformar nossa vida para sempre.

Pe. Carlos Padilla
Saiu daqui.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

.odeio despedidas.




Chuvas de cristais iluminam o céu naquela direção
Ventos, temporais... me ajudam a sair da solidão
(...)
 

 


 
(...)
 
Há braços!

segunda-feira, 31 de março de 2014

.ah, a saudade.







Descobri pelo Instagram esse site e amei! Gostou? Saiu daqui.

quarta-feira, 12 de março de 2014

.tribos e tribunais.



Não sou pessimista, não quero ser o cara que levanta a plaquinha do “eu já sabia”, muito menos aquele que diz que avisou... mas essa copa vai dar merda.
(...)
 


"Todo dia a gente inventa uma alegria
A gente esquenta a água fria
E ignora a bola fora
Toda hora a gente dá um desconto
A gente faz de conta
Mas chega a um ponto em que ninguém mais quer saber"
(...)
 
Há braço!


segunda-feira, 10 de março de 2014

.pessoas interessantes.



As pessoas mais interessantes que eu conheço são audaciosas. Largam o trabalho quando não estão felizes, mudam de área, começam um negócio ou vão fazer qualquer coisa para ganhar menos, mas ter mais vida. Essas pessoas não seguem a rotina, criam a própria. Acordam cedo para cuidar do corpo e dormem o suficiente para cuidar da mente. Abraçam oportunidades únicas e não pensam duas vezes antes de arriscar. São precipitadas, mas a precipitação traz as melhores lições e histórias.

Pessoas interessantes se divertem mais. Não tem medo de descontrair com gente que nunca viram nada vida, muito menos do julgamento por uma piada ruim. Saem sozinhas ou acompanhadas, fazem amizades de uma noite só e dançam com desconhecidos como se fossem os melhores amigos do mundo. Não tem receio de elogiar um estranho, de sorrir para alguém sem necessariamente flertar ou de falar que o dente de um amigo está sujo. Elas descobrem felicidade onde alguns encontram desprezo.

As pessoas mais interessantes que eu conheço são ousadas. Não se contentam com pouco ou se deixam levar por besteiras. Não esperam, realizam. Se der vontade de viajar sem ter nada planejado, o único plano é fazer a mala e cair na estrada. Não se preocupam com reserva de hotel, com o que vão comer ou como vão chegar. As pessoas mais interessantes que conheço não tem medo do amanhã, elas vivem o agora.

Uma pessoa interessante não liga para o julgamento dos outros. Fazem, por elas, o que ninguém jamais se propôs a fazer. Erram, pois sabem que vão aprender. Sofrem, pois sabem que vão sorrir. Sonham, pois sabem que vão realizar. As pessoas mais interessantes que eu conheço são apaixonadas pela própria vida.

[ Bruno Érnica ]

Saiu daqui.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

.viver a paz.

 
De que vale tanta ciência se nos falta humanidade...
De que vale a inteligência se não encontrarmos a paz.
                                                             (Cesar Santos)
 
 




 

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

.te quero bem.

 
te quero bem...
mesmo que leve mais tempo
mesmo que ruga apareça
mesmo que a vida se finde
mesmo que o tempo envelheça
te quero bem
mesmo que a distancia não permita
mesmo que só haja lembrança
mesmo que a vida me acorde
mesmo que o sonho adormeça
te quero bem
mesmo que a vida me cobre
mesmo que eu não encontre o caminho
mesmo que não hajam mais flores
mesmo que eu fique sozinho
te quero bem...
te quero bem...
te quero bem...
                                                       (Marcus de Carvalho)

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

.você é daqueles poemas que ficam engavetados.




Você é daqueles poemas que ficam engavetados
tem um título em inglês, fala de uma praça em Paris,
tem versos trabalhados, sua pena é uma faca

Você é daqueles poemas que ficam engavetados
tem rimas milimétricas, um e dois e á e bê,
suas sílabas têm pós-doutorado em Matemática

Você é daqueles poemas que ficam engavetados
tem um corpo bonito,
um desejo inconsciente de ser verso-livre,
mas será sempre impublicável.

[ eu me chamo Antônio ]

sábado, 4 de janeiro de 2014

.mergulhar na vida.

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to precisando mergulhar
e não sei nadar
não sei nada
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